ElaUsa × OctaGym / Documento de trabalho
Projeto piloto ElaUsa + OctaGym
Totens de venda em academias e distribuição local de produtos
Proposta em estruturação. As unidades são sugestões sujeitas à adesão. Valores, responsabilidades e condições comerciais dependem de acordo entre os participantes.
A proposta combina um novo canal de vendas para a ElaUsa, receita adicional para as academias e receita de licença e comissão para a OctaGym. A possibilidade de usar as academias como centros de distribuição entra como uma frente complementar, sujeita à viabilidade da operação.
Dados de referência: média de 2.300 acessos por dia nas academias Ironberg e Be Healf e uma base de 5.800 academias clientes da OctaGym.
1. Objetivo
Implantar totens de atendimento e venda da ElaUsa dentro de academias, utilizando o PDV da OctaGym para gerenciar a comercialização dos produtos.
A proposta é aproveitar a presença e a circulação dos alunos para criar um novo canal de vendas, com receita compartilhada entre ElaUsa, academia e OctaGym.
Além da comercialização dos produtos da ElaUsa, o equipamento poderá ser utilizado pela academia para vender outros produtos, ampliando a utilidade do totem dentro da operação.
A apresentação espacial explora um quiosque conceitual de 5 m² (2,50 × 2,00 m), integrado à academia. A implantação deverá ser detalhada para cada local.
2. Participação de cada empresa
ElaUsa
Fornece os totens e os produtos que serão comercializados. Paga à OctaGym uma licença pelo uso do software de PDV e compartilha uma porcentagem das vendas com a academia e com a OctaGym.
Academia
Disponibiliza o espaço para instalação do totem e participa da operação conforme o formato que for acordado. Recebe uma porcentagem sobre as vendas dos produtos da ElaUsa e poderá utilizar o mesmo equipamento para comercializar outros produtos.
Caso também atue como ponto de distribuição, poderá receber uma remuneração adicional pela atividade logística.
OctaGym
Fornece o sistema que roda no totem, com as funcionalidades necessárias para registrar as vendas, gerenciar os produtos e acompanhar os resultados da operação.
Sua remuneração será composta por licença de software paga pela ElaUsa e participação percentual sobre as vendas, conforme condições a definir.
3. Modelo comercial
O projeto terá três componentes de remuneração:
| Componente | Quem recebe | Condição prevista |
|---|---|---|
| Comissão pelas vendas de produtos da ElaUsa | Academia e OctaGym | Percentuais e base de cálculo a definir |
| Licença de uso do PDV OctaGym | OctaGym | Paga pela ElaUsa, com valor e forma de cobrança a definir |
| Remuneração pela operação de distribuição | Academia participante | Adicional condicionado à implantação e à viabilidade da atividade logística |
As vendas de produtos próprios da academia ou de outros fornecedores deverão ter regras comerciais específicas, separadas das aplicáveis ao catálogo da ElaUsa.
Os percentuais, o valor da licença e a remuneração logística ainda não estão definidos. O piloto deverá produzir dados para avaliar e ajustar essas condições antes da expansão.
4. Academias como pontos de distribuição
Além de funcionar como ponto de venda, a academia poderá manter um estoque local de produtos da ElaUsa e atuar como ponto de distribuição para atender pedidos da região.
O objetivo dessa frente é testar se a utilização das academias permite reduzir o prazo de entrega com uma operação economicamente viável para os envolvidos.
Nesse formato, será necessário definir o espaço de armazenamento, a responsabilidade pelo estoque, a separação dos pedidos, os horários de retirada pelos entregadores e a remuneração adicional da academia.
A comissão pela venda e a remuneração pela distribuição devem ser tratadas separadamente. Isso permite, por exemplo, remunerar a academia por separar e disponibilizar um pedido vendido no comércio eletrônico da ElaUsa, mesmo que a compra não tenha ocorrido no totem.
A adoção dessa modalidade dependerá da análise de viabilidade da ElaUsa e da capacidade operacional de cada academia. Não precisa ser uma condição obrigatória para participar do projeto de vendas.
5. Estrutura do projeto piloto
A proposta inicial é testar o modelo em duas academias com perfis diferentes, sujeitas à adesão ao projeto. Os perfis abaixo são hipóteses consideradas na proposta e devem ser confirmados com cada unidade.
| Academia proposta | Perfil considerado para o piloto | O que se pretende avaliar |
|---|---|---|
| Be Healf, em Águas Claras | Ticket da academia elevado e público menor | Padrão de consumo, ticket de compra e preferência por produtos nesse perfil |
| Ironberg Brasília | Ticket da academia menor e público maior | Volume de vendas, conversão e comportamento de compra em uma operação de maior circulação |
A referência de circulação do piloto é uma média de 2.300 acessos por dia nas academias Ironberg e Be Healf.
O objetivo é comparar os resultados e entender como o perfil da academia influencia o desempenho comercial.
A análise deverá identificar quais produtos apresentam maior aceitação, quanto os alunos gastam, com que frequência compram e qual resultado a operação gera para cada participante.
6. Como avaliar os resultados
O piloto deverá acompanhar faturamento, quantidade de pedidos, ticket médio, produtos mais vendidos, recompra e resultado econômico de cada participante.
Também será importante medir disponibilidade dos produtos, necessidade de reposição e esforço exigido da equipe da academia.
Não comparar apenas o faturamento total das duas unidades. Como o público e a circulação serão diferentes, vale acompanhar também pedidos e faturamento por acesso à academia, além da conversão dos atendimentos iniciados no totem em compras concluídas.
| Indicador comparável | Cálculo |
|---|---|
| Faturamento por acesso | Faturamento ÷ total de acessos à academia no período |
| Pedidos por acesso | Pedidos ÷ total de acessos à academia no período |
| Conversão do totem (%) | Compras concluídas ÷ atendimentos iniciados × 100 |
Os indicadores utilizarão os acessos efetivamente registrados em cada unidade no período analisado.
Para tornar a comparação mais útil, a sugestão é manter um conjunto comum de produtos e condições comerciais comparáveis durante o mesmo período, registrando eventuais diferenças de promoção, exposição ou disponibilidade.
Caso a frente de distribuição também seja testada, ela deverá ter indicadores próprios, especialmente custo por pedido, tempo de preparação, prazo de entrega e remuneração gerada para a academia.
7. Definições necessárias antes da implantação
Além dos valores comerciais, o projeto precisa esclarecer como o cliente recebe o produto após comprar no totem e qual participação da equipe da academia será necessária.
Também deverão ser definidos o prazo do piloto, a responsabilidade pela instalação e manutenção dos equipamentos, o abastecimento, o controle do estoque, o tratamento de cancelamentos e devoluções e a rotina de apuração e pagamento das comissões.
Essas definições permitem calcular o resultado considerando o trabalho e os custos efetivos da operação, e não apenas o volume vendido.
8. Expansão
A OctaGym possui uma base de 5.800 academias clientes, que oferece um universo para avaliar a expansão após a validação do piloto.
Com os resultados do piloto, as partes poderão ajustar o catálogo, os percentuais de participação, o valor da licença, a rotina operacional e, quando aplicável, a remuneração pela distribuição.
A expansão para outras academias deverá considerar os perfis de unidade em que o modelo demonstrar melhor resultado, podendo ocorrer em dois formatos: academia como ponto de venda ou academia como ponto de venda e distribuição.
O principal objetivo do piloto não é apenas provar que os produtos vendem. É descobrir em quais academias, com quais produtos e sob quais condições a operação gera resultado suficiente para os três participantes.